terça-feira, 1 de julho de 2014

Clima de Copa do Mundo na Escola Integrada

A Copa do Mundo tem contagiado a todos, e com as crianças não é diferente. Na Escola Municipal Arthur Guimarães, 120 crianças participaram de uma Mini Copa, organizadas por faixa etária e divididas em equipes, sendo que cada uma representou um país diferente.

O bolsista do PEI-UFMG Marco Antônio Trindade Lucas, da área de Acompanhamento Pedagógico, trabalha na escola com alunos de 6 a 12 anos, em dois ciclos e dois turnos. Ele explica que o projeto teve como objetivo simular a Copa do Mundo Fifa, com os mesmos parâmetros e regras. Ele participou do regulamento e das estatísticas - número de gols, faltas, cartões, melhor defesa e ataque, artilheiro e tudo que envolvia a parte matemática do evento. “Acontecia da seguinte forma: escolhia um aluno pra anotar os dados do jogo e depois reunia com a turma e fazia os gráficos e anotações de dados através de uma tabela”, relata.

De acordo com Avanje Cibele, vice-diretora da escola, a ideia do projeto foi ressaltar a importância da participação e não da competição. Além disso, a escola procurou, através da Mini Copa, mostrar que a obediência a regras, a gentileza e o respeito são essenciais para se construir uma boa convivência com aqueles que nos cercam.

Veja o vídeo de abertura do evento na página do PEI-UFMG, no Facebook.

O evento contou ainda com a presença do ex-jogador Marques, do Atlético Mineiro, que concedeu entrevista para a TV Conecta BH. Confira.

Foto: Marco Antônio Trindade Lucas

terça-feira, 27 de maio de 2014

Formação Coletiva

No dia 16 de maio, foi realizado o 1º Encontro de Formação do PEI-UFMG no ano de 2014, com a participação de bolsistas de oficinas, bolsistas de apoio e orientadores das áreas. Os convidados foram recebidos com um café da manhã e, em seguida, a Professora Carla Linhares, coordenadora pedagógica do programa, propôs uma reflexão sobre “Educação integral e integrada: que território é esse?”.

O cenário foi bem diferente do que de costume. Após a fala inicial, a Professora Jussara Fernandino, coordenadora da área de música, afastou as cadeiras e deixou um espaço vazio no meio, para a realização de uma atividade de musicalização.  Ela fez com que todos andassem em círculos, de acordo com o ritmo produzido por ela num pandeiro, e ainda dividiu os presentes em grupos para que eles criassem, apenas com as mãos e a boca, sons para se apresentarem uns aos outros.  Jussara falou um pouco sobre o som único que é produzido por cada um, além de explicar que a música consiste em criar, escutar e executar. O bolsista de apoio da área, Estevão, finalizou esse momento cantando duas músicas com a turma.

Após essa dinâmica, Gustavo Gomes, bolsista da área de teatro, falou sobre o trabalho que ele tem realizado na Escola Municipal Aurélio Pires. Ele contou que tentou, primeiramente, despertar o interesse dos alunos pela dança, escutando muito a opinião e as sugestões de todos. Para ele, isso é fundamental para fazer com que uma oficina funcione. Com essa abertura ao diálogo, ele conseguiu que os alunos criassem uma coreografia para uma apresentação escolar. O bolsista ainda ressalta que, para fazer o projeto funcionar, é preciso garra e determinação de todos, porque nem tudo é fácil. Gustavo conta as dificuldades que ele encontra dentro das escolas, como a falta de liberdade de ação na oficina, estrutura física, volume de alunos, dicotomia entre escola regular e escola integrada, diálogo com as famílias e o horário do projeto. Essa “lista” de desafios fomentou um debate interessante entre as pessoas presentes, que relataram suas dificuldades dentro das oficinas em que atuam, além de compartilhar métodos e ideias para facilitar o andamento das mesmas.

Finalizando o encontro, Marília Barcellos, da coordenação executiva, explicou o funcionamento do programa, seus objetivos principais, as ligações entre as áreas, além das mudanças que aconteceram ao longo dos anos. Essa fala foi importante principalmente para situar os novos bolsistas que entraram no programa em 2014.

Confira, aqui, uma matéria especial sobre o trabalho do bolsista Gustavo Freitas na Escola Municipal Aurélio Pires.

E veja as fotos da Formação Coletiva no Facebook do PEI: clique aqui!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

XII Jornada de Extensão da UFMG

No dia 7 de maio, no Auditório Nobre do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1), no campus Pampulha, aconteceu a XIII Jornada de Extensão da UFMG, com o tema “Os direitos humanos: diálogos e desafios da extensão”. O evento contou com a participação de aproximadamente 700 pessoas, entre professores, técnicos, bolsistas e voluntários envolvidos em diversos programas e projetos de extensão, além de representantes da comunidade externa à UFMG.  



A primeira fala foi da vice-reitora da UFMG, professora Sandra Goulart de Almeida, que reafirmou não só a importância dos projetos, mas da Jornada, além de destacar os desafios que os alunos enfrentam e dos diálogos possíveis no campo da extensão. Segundo ela, existe uma relação de mão dupla entre a extensão e a sociedade, onde um interage e depende do outro. A abertura oficial contou também com as presenças da pró-reitora de Extensão Benigna Maria de Oliveira e a pró-reitora Adjunta de Extensão Cláudia Mayorga. Em sua fala, a pró-reitora de Extensão destacou a relevância do programa para a formação dos alunos da Universidade.

Alunos do curso de Música Popular da UFMG, integrantes da Geraes Big Band (que faz parte da ação de extensão Grandes Grupos Instrumentais - GGI), fizeram uma belíssima apresentação com violão e flauta, tocando musicas clássicas da MPB. Após a apresentação, deu-se inicio as falas das convidados, a ativista Flávia Nolasco e a senhora Rita de Cássia, representantes da comunidade externa à Universidade, além das alunas Priscilla Duarte, bolsista do projeto “Núcleo de População em Situações de Rua” e Maíra Leão, que atualmente é voluntária do projeto “A Cidadania da Infância em Hipermídia: Educação para os Direitos da Criança”, da Escola de Ciência da Informação. 
Apresentação dos integrantes da Geraes Big Band

Flávia Nolasco, representante do projeto Fórum das Juventudes (composto por ONG’s, movimentos sociais, etc) e das Brigadas Populares, falou sobre a importância da universidade na solução dos problemas da sociedade. Para ela, o maior desafio é pensar a juventude e todas as questões que envolvem esse universo. No final, ela deixou um questionamento sobre qual seria o compromisso da universidade com os que estão inclusos e os que estão fora do meio marginalizado.

Logo após, a senhora Rita de Cássia deixou um relato emocionante para os bolsistas. Ela faz parte do projeto Filas em Prisões, e contou a luta diária que passa com seu filho. A vida de um presidiário é difícil, mas também a da família. Ela conta que muitas vezes chegou à prisão para visitar seu filho e ele não se encontrava no local, tinha sido transferido, além das humilhações que já passou por ele. Para Rita, esse projeto foi de extrema importância para sua “recuperação”, uma vez que até então ela nunca tinha recebido apoio de ninguém. A todo o momento ela elogiou as “meninas” - como carinhosamente ela chama - que desenvolvem esse projeto com as mães dos presos e que, se não fosse por isso, não conseguiria falar sobre essa situação.

Por fim, Maíra Leão falou sobre o projeto que tem como público-alvo as comunidades assistidas pelo carro-biblioteca. A metodologia desse trabalho se baseia no ensino interdisciplinar dos alunos universitários com os de rede municipal. Esse projeto procura explicar aos alunos os direitos infantis. Segundo a Maíra, foi muito complicado inserir esse projeto dentro da escola, uma vez que a diretora acreditava que, se os alunos soubessem mais sobre seus direitos, iriam acabar se “rebelando” cada dia mais.
Finalizando a jornada, foi aberto um espaço para debate, onde os alunos puderam questionar as palestrantes e até mesmo compartilhar suas experiências como bolsistas.

Integrantes da mesa respondem perguntas do público

Bolsistas de extensão na UFMG e voluntários que participaram da XIII Jornada de Extensão podem responder ao questionário online de avaliação do evento.

Cultura e Dança

Gustavo Freitas é estudante de licenciatura em Teatro e vem realizando um trabalho excepcional na Escola Municipal Aurélio Pires, que ao longo dos anos talhou o valor artístico no imaginário dos seus estudantes. Ele trabalha na Oficina de Dança da escola, desde agosto de 2013. Inicialmente, sua tarefa principal era realizar a coreografia para o FEIP – Festival das Escolas Integradas da Pampulha.

Após o fim do Festival, novas demandas foram surgindo, como o espetáculo de dança para o fim do ano. Segundo ele, o tempo era curto e por isso elaborou um projeto mais simples, que consistiu apenas em montar uma coreografia e ensaiar os alunos. “Me deparei com um dilema-problema: eu estaria produzindo conhecimento com esse processo coreográfico? Logo percebi que se trataria de um conhecimento mais prático, portanto, decidi instaurar o aprendizado de ações e possibilidades rítmicas como o foco geral”, conta.
Com a colaboração de bolsistas da Escola Integrada e alguns professores da Escola Regular, nascia o projeto “Volta ao Mundo”, que tinha como prioridade abrir espaço para que os alunos interessados realizassem a construção de cenas coreográficas e que fizessem parte da apresentação.

Ele relata que, “agora em 2014, com tempo e espaço consolidados pela minha aproximação afetiva com os estudantes e agentes regulares da escola, passei a dar corpo ao meu projeto de ensino em dança. Com duas turmas de 2º ciclo e uma de 3º, decidi instaurar dois pilares para o desenvolvimento do trabalho: A Rítmica Corporal de Ione de Medeiros, RCIM, e a aplicação das Qualidades de Movimento de Rudolf Laban. O projeto tem dado vários frutos, como a criação de um jogo baseado nas Qualidades de Movimento: A LUTA DE MAGOS! Isso aconteceu devido à necessidade de encontrar maneiras agradavelmente fluidas de gerar conhecimento. E o jogo foi minha primeira opção.”


As fotos abaixo são das apresentações de fim de ano na escola.













sexta-feira, 9 de maio de 2014

1ª Formação Coletiva de 2014

Bolsistas, coordenadores, orientadores e professores comunitários ligados ao PEI-UFMG estão convidados para mais um encontro de formação coletiva!


terça-feira, 6 de maio de 2014

Mural Magnético

Guilherme Patrick é bolsista do PEI-UFMG na Escola Municipal Florestan Fernandes, ministrando oficina de acompanhamento pedagógico, com foco no ensino lúdico da matemática (jogos matemáticos). Ele levou para a escola um projeto que consistiu na produção de uma tinta magnética e construção de um mural, onde foram colocadas fotos dos alunos da turma da escola integrada. Assim, de uma maneira prática e divertida, pôde explicar aos alunos como a tinta funciona, ensinando alguns conceitos básicos da física. 

Veja aqui como preparar a tinta magnética para fazer mural!

Curta Histórias

A Escola Municipal Florestan Fernandes, participante do PEI-UFMG, está na final do concurso Curta Histórias, na categoria Ensino Fundamental - anos iniciais. Veja o vídeo com o trabalho dos alunos em homenagem ao grande humorista e sambista Mussum: 




Participe do júri popular! Vote nesse vídeo pelo site http://curtahistorias.mec.gov.br/juri-popular?view=juripopular&layout=videos&cat_id=4.

O Curta Histórias é uma premiação do Ministério da Cultura voltada aos alunos matriculados na Educação Básica da rede pública de ensino de todo o país. Em sua segunda edição, o prêmio tem como tema Personalidades Negras.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fim de ano do PEI-UFMG

É comum as escolas organizarem um evento para os alunos mostrarem o trabalho realizado durante o ano. Nas escolas atendidas pelo PEI-UFMG, não foi diferente. 

A monitora Isabel Helena Andrade Petruceli, da Escola Municipal Paulo Mendes Campos, conta sobre o festival de encerramento do ano letivo, que reuniu alunos, pais, professores e funcionários. Foram feitas apresentações de circo, kung fu, história em quadrinhos e leitura dramática. Nessa última, os alunos da oficina de literatura e rádio tiveram a oportunidade de fazer a leitura dramática de poemas e histórias, como resultado de um longo trabalho. Em um primeiro momento, Isabel selecionou vários livros que pudessem chamar a atenção dos alunos e os apresentou para que escolhessem um deles. Após a escolha, foi feita a leitura, a interpretação do livro, os ensaios de leitura dramática e, por fim, o planejamento da apresentação (escolha do figurino e da trilha sonora). “Como foi um trabalho feito em etapas, os alunos puderam se envolver com o texto e criar interpretações únicas. Observei que, no início, eles apresentaram resistência à leitura, porém, ao longo do semestre, encontraram prazer na mesma”, relata Isabel. 










Nayara Paiva é bolsista da área de música e ministra a oficina de musicalização na Escola Municipal Antônio Gomes Horta. Segundo ela, o evento de encerramento do ano contou com a apresentação final tanto da Escola Integrada, quanto da Escola Regular, com a presença dos alunos, professores, bolsistas de oficinas e funcionários da escola. Houve apresentação de trabalhos desenvolvidos pelos alunos, professores e monitores do PEI. A apresentação dos alunos de musicalização chamou bastante a atenção do público. Os alunos executaram a típica música de Natal “Bate o sino”, sendo que uma turma cantou a melodia e outros alunos acompanharam com o ritmo produzido com copos. O evento foi um sucesso e a bolsista destacou o empenho dos alunos com os trabalhos, que fizeram tudo com muito gosto. 






Uma Mostra de Curtas com vídeos produzidos pelos alunos durante os meses de novembro e dezembro foi o destaque da programação de fim de ano da Escola Municipal Eloy Heraldo Lima. A bolsista responsável foi Cristiane Frade Marques, da oficina de Acompanhamento Pedagógico. Ao todo, foram produzidos dois vídeos mudos, duas histórias curtas, uma propaganda e dois clipes musicais, apresentados aos alunos, pais, professores e diretoria da escola. De acordo com Cristiane, os trabalhos foram resultados de um grande esforço durante todo o ano, especialmente durante o segundo semestre, período em que os alunos fizeram a preparação. Ao longo do semestre, eles desenvolveram as habilidades necessárias para a realização do trabalho e planejaram o evento de finalização. “No processo, conseguiram melhorar a comunicação verbal e não verbal, a interação, a criação de histórias coerentes e tiveram contato com diversos gêneros textuais. O trabalho final ainda possui falhas, mas demonstra o avanço dos alunos e é motivo de orgulho para todos”. Cada aluno participante ganhou um DVD com os trabalhos realizados. “Eles mostram o DVD para parentes e amigos que vão visitá-los”, conta Cristiane.







O Programa Escola Integrada deseja a todos um Feliz Ano Novo. Até 2014!!!