segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Despedida do Programa Escola Integrada: relato de bolsista da oficina de Música

Participar do Programa Escola Integrada proporciona aos estudantes de graduação experiências inesquecíveis e gratificantes. Contribuir para o aprendizado de uma criança é realmente enriquecedor. Júnior César Tavares Prata, que recentemente se desligou do Programa, conta sobre o trabalho realizado como bolsista da área de Música na Escola Municipal Vicente Guimarães, com alunos entre 7 e 11 anos de idade.

Intitulado “Formação em grupo musical”, o projeto consistiu na educação e socialização através da educação musical, envolvendo cerca de 50 alunos. Segundo Junior, a escolha de quem era o solista, quando era preciso, e o repertório, por exemplo, era inteiramente feita por eles. “O objetivo era levá-los aos palcos, possibilitando a vivência do espetáculo e a presença em público. Como objetivos secundários, não menos importantes, eram desenvolvidas habilidades como concentração, atenção, percepção, atuação, coordenação motora (técnica instrumental), além da resolução de problemas”, afirma Júnior.

No início do projeto, a escola não tinha nenhum recurso de música, e, aos poucos, o bolsista foi conquistando o seu espaço, usando a criatividade: como a sala não era adequada, por causa da reverberação sonora excessiva, Júnior fez com os alunos um tratamento acústico nas paredes do local, utilizando caixas de ovos.

Segundo o ex-bolsista, a recepção dos alunos ao projeto foi bastante satisfatória e ele acredita que a experiência vivida com a garotada foi de suma importância para o seu crescimento pessoal e profissional, e que fará diferença no futuro das crianças.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Formação Coletiva do PEI-UFMG

Vem aí mais um Encontro de Formação do Programa Escola Integrada UFMG! Dia 19 de setembro, sexta-feira, de 8h às 12h, na Sala de Teleconferências da FaE/UFMG. Contamos com a presença dos bolsistas, professores comunitários, coordenadores e orientadores das áreas!



domingo, 10 de agosto de 2014

I Seminário Internacional de Educação Integral

Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos nos GTs do I Seminário Internacional de Educação Integral: observando realidades e construindo compromissos que irá ocorrer na Faculdade de Educação da UFMG entre os dias 5 e 7 de novembro.

Acesse o site do Seminário no endereço http://teiaufmg.com.br/seminarioobeduc/ e confira mais informações sobre o evento, como os Grupos de Trabalho, normas para inscrição de resumos e os professores convidados.



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Oficina de Intervenção Artística Urbana ensina reciclagem para os alunos

Ensinar as crianças a trabalhar com reciclagem tem se tornado comum no dia a dia das escolas. A bolsista Magalli Souza trabalha com o tema na oficina de Intervenção Artística Urbana na Escola Municipal Nossa Senhora do Amparo, com alunos entre 5 e 12 anos. Segundo ela, cada idade exige um processo diferente, de forma que o ensino não vire uma brincadeira de criança.

Associar arte e ensino de uma forma didática e simples foi a tática da bolsista para que seus alunos pudessem aprender sem deles exigir muita técnica. Os trabalhos realizados pelos alunos são expostos na escola e alguns já foram mostrados na rua.

Magalli conta que antes de iniciar qualquer trabalho, ela procura contextualizar o assunto para os alunos saberem por que, para que e como fazer. No 1º semestre, ela desenvolveu uma atividade com materiais reaproveitáveis e pintura com uma turma que nunca teve contato com tintas e muito menos com arte. Para ela, foi interessante ver o desenvolvimento das crianças em cada etapa e sentir que estavam aprendendo.

Os materiais utilizados foram garrafas de vidro e barbantes. Após aprenderem as cores básicas, os estudantes cobriram cada garrafa com barbante e escolheram no mínimo três cores para pintá-las, de forma que elas ficassem visíveis separadamente. Das três cores escolhidas, misturou-se uma pequena parte de cada uma para formar uma nova cor. Com essa nova cor, eles pintaram um pedaço do barbante que foi colocado de forma visível na boca da garrafa pintada com as três cores puras. Assim, as crianças fizeram o processo de criação com as tonalidades desejadas e, após o fim do trabalho, realizaram uma exposição na escola.“Foi uma experiência incrível de aprendizado para mim e para eles. Eles amam pintar, mas, como disse, para a pintura não ficar como brincadeira, associei ao ensino. Eles ficam super entusiasmados e confesso que eu também. Já tenho até outros projetos na mesma escola a pedido da diretora, a partir desse”, finaliza.

Foto: Magalli Souza


Foto: Magalli Souza







terça-feira, 1 de julho de 2014

Clima de Copa do Mundo na Escola Integrada

A Copa do Mundo tem contagiado a todos, e com as crianças não é diferente. Na Escola Municipal Arthur Guimarães, 120 crianças participaram de uma Mini Copa, organizadas por faixa etária e divididas em equipes, sendo que cada uma representou um país diferente.

O bolsista do PEI-UFMG Marco Antônio Trindade Lucas, da área de Acompanhamento Pedagógico, trabalha na escola com alunos de 6 a 12 anos, em dois ciclos e dois turnos. Ele explica que o projeto teve como objetivo simular a Copa do Mundo Fifa, com os mesmos parâmetros e regras. Ele participou do regulamento e das estatísticas - número de gols, faltas, cartões, melhor defesa e ataque, artilheiro e tudo que envolvia a parte matemática do evento. “Acontecia da seguinte forma: escolhia um aluno pra anotar os dados do jogo e depois reunia com a turma e fazia os gráficos e anotações de dados através de uma tabela”, relata.

De acordo com Avanje Cibele, vice-diretora da escola, a ideia do projeto foi ressaltar a importância da participação e não da competição. Além disso, a escola procurou, através da Mini Copa, mostrar que a obediência a regras, a gentileza e o respeito são essenciais para se construir uma boa convivência com aqueles que nos cercam.

Veja o vídeo de abertura do evento na página do PEI-UFMG, no Facebook.

O evento contou ainda com a presença do ex-jogador Marques, do Atlético Mineiro, que concedeu entrevista para a TV Conecta BH. Confira.

Foto: Marco Antônio Trindade Lucas

terça-feira, 27 de maio de 2014

Formação Coletiva

No dia 16 de maio, foi realizado o 1º Encontro de Formação do PEI-UFMG no ano de 2014, com a participação de bolsistas de oficinas, bolsistas de apoio e orientadores das áreas. Os convidados foram recebidos com um café da manhã e, em seguida, a Professora Carla Linhares, coordenadora pedagógica do programa, propôs uma reflexão sobre “Educação integral e integrada: que território é esse?”.

O cenário foi bem diferente do que de costume. Após a fala inicial, a Professora Jussara Fernandino, coordenadora da área de música, afastou as cadeiras e deixou um espaço vazio no meio, para a realização de uma atividade de musicalização.  Ela fez com que todos andassem em círculos, de acordo com o ritmo produzido por ela num pandeiro, e ainda dividiu os presentes em grupos para que eles criassem, apenas com as mãos e a boca, sons para se apresentarem uns aos outros.  Jussara falou um pouco sobre o som único que é produzido por cada um, além de explicar que a música consiste em criar, escutar e executar. O bolsista de apoio da área, Estevão, finalizou esse momento cantando duas músicas com a turma.

Após essa dinâmica, Gustavo Gomes, bolsista da área de teatro, falou sobre o trabalho que ele tem realizado na Escola Municipal Aurélio Pires. Ele contou que tentou, primeiramente, despertar o interesse dos alunos pela dança, escutando muito a opinião e as sugestões de todos. Para ele, isso é fundamental para fazer com que uma oficina funcione. Com essa abertura ao diálogo, ele conseguiu que os alunos criassem uma coreografia para uma apresentação escolar. O bolsista ainda ressalta que, para fazer o projeto funcionar, é preciso garra e determinação de todos, porque nem tudo é fácil. Gustavo conta as dificuldades que ele encontra dentro das escolas, como a falta de liberdade de ação na oficina, estrutura física, volume de alunos, dicotomia entre escola regular e escola integrada, diálogo com as famílias e o horário do projeto. Essa “lista” de desafios fomentou um debate interessante entre as pessoas presentes, que relataram suas dificuldades dentro das oficinas em que atuam, além de compartilhar métodos e ideias para facilitar o andamento das mesmas.

Finalizando o encontro, Marília Barcellos, da coordenação executiva, explicou o funcionamento do programa, seus objetivos principais, as ligações entre as áreas, além das mudanças que aconteceram ao longo dos anos. Essa fala foi importante principalmente para situar os novos bolsistas que entraram no programa em 2014.

Confira, aqui, uma matéria especial sobre o trabalho do bolsista Gustavo Freitas na Escola Municipal Aurélio Pires.

E veja as fotos da Formação Coletiva no Facebook do PEI: clique aqui!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

XII Jornada de Extensão da UFMG

No dia 7 de maio, no Auditório Nobre do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1), no campus Pampulha, aconteceu a XIII Jornada de Extensão da UFMG, com o tema “Os direitos humanos: diálogos e desafios da extensão”. O evento contou com a participação de aproximadamente 700 pessoas, entre professores, técnicos, bolsistas e voluntários envolvidos em diversos programas e projetos de extensão, além de representantes da comunidade externa à UFMG.  



A primeira fala foi da vice-reitora da UFMG, professora Sandra Goulart de Almeida, que reafirmou não só a importância dos projetos, mas da Jornada, além de destacar os desafios que os alunos enfrentam e dos diálogos possíveis no campo da extensão. Segundo ela, existe uma relação de mão dupla entre a extensão e a sociedade, onde um interage e depende do outro. A abertura oficial contou também com as presenças da pró-reitora de Extensão Benigna Maria de Oliveira e a pró-reitora Adjunta de Extensão Cláudia Mayorga. Em sua fala, a pró-reitora de Extensão destacou a relevância do programa para a formação dos alunos da Universidade.

Alunos do curso de Música Popular da UFMG, integrantes da Geraes Big Band (que faz parte da ação de extensão Grandes Grupos Instrumentais - GGI), fizeram uma belíssima apresentação com violão e flauta, tocando musicas clássicas da MPB. Após a apresentação, deu-se inicio as falas das convidados, a ativista Flávia Nolasco e a senhora Rita de Cássia, representantes da comunidade externa à Universidade, além das alunas Priscilla Duarte, bolsista do projeto “Núcleo de População em Situações de Rua” e Maíra Leão, que atualmente é voluntária do projeto “A Cidadania da Infância em Hipermídia: Educação para os Direitos da Criança”, da Escola de Ciência da Informação. 
Apresentação dos integrantes da Geraes Big Band

Flávia Nolasco, representante do projeto Fórum das Juventudes (composto por ONG’s, movimentos sociais, etc) e das Brigadas Populares, falou sobre a importância da universidade na solução dos problemas da sociedade. Para ela, o maior desafio é pensar a juventude e todas as questões que envolvem esse universo. No final, ela deixou um questionamento sobre qual seria o compromisso da universidade com os que estão inclusos e os que estão fora do meio marginalizado.

Logo após, a senhora Rita de Cássia deixou um relato emocionante para os bolsistas. Ela faz parte do projeto Filas em Prisões, e contou a luta diária que passa com seu filho. A vida de um presidiário é difícil, mas também a da família. Ela conta que muitas vezes chegou à prisão para visitar seu filho e ele não se encontrava no local, tinha sido transferido, além das humilhações que já passou por ele. Para Rita, esse projeto foi de extrema importância para sua “recuperação”, uma vez que até então ela nunca tinha recebido apoio de ninguém. A todo o momento ela elogiou as “meninas” - como carinhosamente ela chama - que desenvolvem esse projeto com as mães dos presos e que, se não fosse por isso, não conseguiria falar sobre essa situação.

Por fim, Maíra Leão falou sobre o projeto que tem como público-alvo as comunidades assistidas pelo carro-biblioteca. A metodologia desse trabalho se baseia no ensino interdisciplinar dos alunos universitários com os de rede municipal. Esse projeto procura explicar aos alunos os direitos infantis. Segundo a Maíra, foi muito complicado inserir esse projeto dentro da escola, uma vez que a diretora acreditava que, se os alunos soubessem mais sobre seus direitos, iriam acabar se “rebelando” cada dia mais.
Finalizando a jornada, foi aberto um espaço para debate, onde os alunos puderam questionar as palestrantes e até mesmo compartilhar suas experiências como bolsistas.

Integrantes da mesa respondem perguntas do público

Bolsistas de extensão na UFMG e voluntários que participaram da XIII Jornada de Extensão podem responder ao questionário online de avaliação do evento.

Cultura e Dança

Gustavo Freitas é estudante de licenciatura em Teatro e vem realizando um trabalho excepcional na Escola Municipal Aurélio Pires, que ao longo dos anos talhou o valor artístico no imaginário dos seus estudantes. Ele trabalha na Oficina de Dança da escola, desde agosto de 2013. Inicialmente, sua tarefa principal era realizar a coreografia para o FEIP – Festival das Escolas Integradas da Pampulha.

Após o fim do Festival, novas demandas foram surgindo, como o espetáculo de dança para o fim do ano. Segundo ele, o tempo era curto e por isso elaborou um projeto mais simples, que consistiu apenas em montar uma coreografia e ensaiar os alunos. “Me deparei com um dilema-problema: eu estaria produzindo conhecimento com esse processo coreográfico? Logo percebi que se trataria de um conhecimento mais prático, portanto, decidi instaurar o aprendizado de ações e possibilidades rítmicas como o foco geral”, conta.
Com a colaboração de bolsistas da Escola Integrada e alguns professores da Escola Regular, nascia o projeto “Volta ao Mundo”, que tinha como prioridade abrir espaço para que os alunos interessados realizassem a construção de cenas coreográficas e que fizessem parte da apresentação.

Ele relata que, “agora em 2014, com tempo e espaço consolidados pela minha aproximação afetiva com os estudantes e agentes regulares da escola, passei a dar corpo ao meu projeto de ensino em dança. Com duas turmas de 2º ciclo e uma de 3º, decidi instaurar dois pilares para o desenvolvimento do trabalho: A Rítmica Corporal de Ione de Medeiros, RCIM, e a aplicação das Qualidades de Movimento de Rudolf Laban. O projeto tem dado vários frutos, como a criação de um jogo baseado nas Qualidades de Movimento: A LUTA DE MAGOS! Isso aconteceu devido à necessidade de encontrar maneiras agradavelmente fluidas de gerar conhecimento. E o jogo foi minha primeira opção.”


As fotos abaixo são das apresentações de fim de ano na escola.













sexta-feira, 9 de maio de 2014

1ª Formação Coletiva de 2014

Bolsistas, coordenadores, orientadores e professores comunitários ligados ao PEI-UFMG estão convidados para mais um encontro de formação coletiva!